segunda-feira, 31 de março de 2014

O Metrô Voltou a Ipanema

Em 15 de Dezembro de 2013, a Estação General Osório foi reaberta após a montagem do tatuzão. De novidade, foi a retirada do croissant de seu acesso principal (foto O Globo).

quinta-feira, 27 de março de 2014

Risco aos Usuários do Metrô

O mais barato! O mais fácil! O que dá menos trabalho de pensar! Assim foi feita e continua sendo feita a lambança do metrô em Ipanema.

Desde a inauguração da Estação General Osório, que ficou longe da praça homônima, que o Governo Estadual tenta esconder seus erros da população. Pior é pode ser o conserto do gravíssimo erro.

Ao construir a Estação General Osório 2, para a Linha 4 (ou futura Linha 1 circular), criaram um cruzamento de trilhos em nível. Ou seja, sempre haverá riscos de colisão entre trens vindo de direções opostas.

Se não bastasse a gambiarra de se construir outra estação General Osório, o mínimo que se esperava do Governo é que um trem passasse por cima do outro para evitar possibilidades de colisões, freadas bruscas ou ter que esperar a passagem de uma composição para seguir viagem.

Está tudo errado!

A previsão é que a Estação General Osório fosse reaberta ao público no final de 2013.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Fotos da Estação Jardim Oceânico

Esta será a estação terminal da Linha 4.

Esperamos que no futuro um governador melhor assessorado leve a Linha 4 até a Estação Alvorada, onde ela deve se encontrar com a Linha 6.






quinta-feira, 20 de março de 2014

Fotos da Estação Praça Nossa Senhora da Paz

O Governo diz que a Estação Praça Nosas Senhora da Paz fará parte da Linha 4.No entanto, se completarem o anel da Linha 1 ligando a Estação Uruguai à Estação Gávea, esta estação fará parte da Linha 1 (circular).




segunda-feira, 17 de março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

Fotos da Estação Antero de Quental

Estação Antero de Quental aguarda ainda a chegada do Tatuzão.

O atual governo diz que ela fará parte da Linha 4. No futuro, ela poderá fazer parte da Linha 1 (circular).



segunda-feira, 10 de março de 2014

sábado, 1 de março de 2014

O Porquê do Nosso Metrô

O acervo digital que o Globo disponibilizou recentemente é muito útil para entendermos o porquê das coisas hoje em dia. Infelizmente, a maioria das respostas que encontramos neste gigantesco acervo de história explica o nosso atraso e o nosso fracasso e nos faz pensar: por que em Paris é assim? Por que isso não acontece nos Estados Unidos?

A história do metrô do Rio de Janeiro é um bom exemplo para a questão. Em 1968, O Globo publicou o projeto definitivo de construção das nossas linhas e estações. Na época, o Rio de Janeiro era a maior cidade do mundo sem um sistema metroviário. Este projeto, já vinha com um atraso de quase 50 anos, pois foi nos anos 20 que se falou em construir um metrô na cidade pela primeira vez. Nosso atraso não parou por aí: somente seis anos depois é que as obras da Linha  1 começaram, em 1974.

A parte prioritária da Linha 1 (Sães Peña - General Osório) e um grande trecho da Linha 2 (Pavuna - Carioca) eram para ter sido inaugurados no fim dos anos 70. No entanto, no dia da inauguração, em 05 de Março de 1979, com a presença do então presidente da república João Figueiredo, o metrô andou por apenas cinco estações da Linha 1.

Se já havia uma grande demora na execução das obras, o pior veio nos anos 80. Apesar da inauguração de uma estação aqui outra ali, os moradores de várias partes da cidade conviveram durante anos com os buracos abertos pelo metrô sem previsão de conclusão das obras. Lixo, ratos, insetos, mato tomaram conta das obras metroviárias. As praças, antigas áreas de lazer dos moradores foram aos poucos abandonadas pelos próprios operários que não eram pagos. O metrô não tinha dinheiro para concluir as Linhas 1 e 2. O estado do Rio de Janeiro, o BNDES e o Governo Federal alegavam o mesmo. Promessas eram feitas, as obras começavam e logo depois eram paradas por falta de recursos. Neste vai e vem, o Governo Estadual chegou até a comprar um tatusão para terminar a Linha 2. Só que esta super máquina que viria para acelerar o ritmo das obras, depois de escavar 5 metros como teste, ficou adormecido quase um ano até ser desmontado e repassado para outro metrô.

Com o dinheiro chegando a conta gotas, a Linha 1 ficou entre Botafogo e Sães Peña e a Linha 2 entre Pavuna e Estácio. Somente a partir do final dos anos 90 é que a Linha 1 avançou para Copacabana e posteriormente para General Osório. A Linha 2 ficou onde estava.


Em 2010, menos de um terço do planejamento original para o metrô fluminense tinha sido construído após 42 anos desde o projeto definitivo. A Linha 1 deveria ser uma enorme circular entre a Zona Oeste, Zona Norte, Centro e Zona Sul. Nem a linha prioritária chegou a ser concluída. Botafogo deveria ter duas estações de metrô e ficou com uma. Copacabana de cinco foi reduzida a três. A Estação Morro de São João está semi-pronta e escondida dos usuários em Botafogo. A Linha 2 era para ligar São João de Meriti a Niterói. Parou na Estácio! Poucos se lembram mas a Estação Carioca foi construída em três níveis justamente para receber a continuação da Linha 2 mas o nível da Linha 2 jamais foi inaugurado, pois o túnel do metrô jamais chegou lá. A Linha 3 seria construída entre Irajá e o Recreio dos Bandeirantes. Esta nunca saiu do papel.

Apesar do ritmo patético de construção do nosso metrô, de maneira geral se seguiu o projeto original ao longo destas cinco décadas. Desde 2007 porém, o Governador Sérgio Cabral Filho decidiu construir o metrô do jeito que queria. A construção da Linha 1A direcionou os trens da Linha 2 para os trilhos da Linha 1, que ficou superlotada. As estações Catumbi, Praça da Cruz Vermelha, Carioca e Praça XV seguem aguardando serem construídas. A Linha 4, licitada em 1998 para ligar Botafogo á Alvorada, foi alterada para ligar Ipanema ao Jardim Oceânico e deve ficar pronta em 2015.

No ano olímpico o metrô do Rio de Janeiro será uma grande tripa pois a Linha 2 desemboca na Linha 1 que seguirá em reta para a Linha 4.

É preciso urgentemente retomar o projeto original do metrô se quiserem pensar em mobilidade urbana. Não adianta a cidade ter hospitais, escolas, universidades, áreas de lazer, arenas esportivas, etc se para chegar até elas é muito difícil, quase um sacrifício. Neste contexto, é preciso construir o metrô em rede, com as linhas se sobrepondo. Para tal, é preciso terminar a obra da Linha 2 e construir as estações da Linha 4, como licitadas nos anos 90.

Floriano Lima, Chagas Freitas, Leonel Brizola, Moreira Franco, Nilo Batista, Marcello Alencar, Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral Filho são todos um pouco responsáveis por termos o metrô que temos.