quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Governo Decide: Gávea Sai do Papel


  • No começo da semana aconteceu uma reunião entre o Governador em exercício Francisco Dornelles, o Secretário Estadual de Transportes Rodrigo Vieira, o consórcio construtor Rio Barra, a concessionária Metrô Rio e o BNDES. Ficou decidido que é mais barato construir a Estação Gávea do que manter o buraco da estação e desmontar o tatuzão no Leblon.

Terminar a Estação Gávea custa R$ 489 milhões. Falta escavar 56% da estação e o tatuzão perfurar o túnel entre Leblon e Gávea.

O Estado já pagou pelas aduelas do túnel entre Leblon e Gávea e o consórcio Rio Barra já construiu o túnel entre São Conrado e Gávea. Se não terminar a obra agora, além destes gastos, o Estado terá que se responsabilizar pelo buraco aberto. Fecha-o ou o mantém aberto? Mantê-lo aberto implica em manter o local com vigias e iluminação, indenizar a Pontifícia Universidade Católica, a quem pertence o terreno da estação, e indenizar o Consórcio Rio Barra. Se fechar, haverá os custos de fechá-lo.

Se não bastasse tudo isso, há o custo de desmontar o tatuzão, que está localizado numa caverna no Leblon. Desmontá-lo na posição em que se encontra implica em utilizar uma solda para quebrá-lo, pois a máquina não foi feita para ser desmontada por trás. Ela deverá ser desmontada pela frente. O tatuzão custou cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos e servirá para construir outros túneis. Desmontá-lo onde está pode afetar também a circulação de trens da Linha 4.

Todos estes custos e imprevistos não eram previstos, pois quando se começa uma obra, a previsão é de terminá-la.

Dinheiro Está com o BNDES:
Segundo fontes, o Banco de Desenvolvimento Nacional Econômico e Social tem os R$ 489 milhões para concluir a obra. Como o Estado do Rio está inadimplente, o banco não pode depositar este dinheiro na conta do Rio de Janeiro. Seria preciso depositá-lo diretamente na conta do Consórcio Rio Barra. Para isso acontecer, é preciso que o Governo Federal autorize esta movimentação.

18 comentários:

  1. Eu estudo na puc e moro na muda da tiuca, do lado da estação uruguai, me beneficiaria muito, mesmo sem ligação direta, dessa estação. Entrei em 2011, de 2013 pra cá tem sido um pesadelo chegar na universidade, é uma sinuca. Se for de carro não há vagas, só meia dúzia nos fundos da faculdade ou no shoopping da gávea, pois o estacionamento está totalmente tomado pela obra, de ônibus demora horas até chegar, parado no trânsito e, pra coroar, não há metrô, só promessas... Minhas aulas foram atormentadas por barulhos enormes de explosão, caminhões e do nada tudo parou, lá pra 2014 eu acho. Tinha um stand de promoção da obra na esquina do planetário (quase na beira da estrada lagoa-barra) que disseram ser mais uma saída, extra, que parece que foi desmontado e cancelaram a tal saída adicional... terrível. Das salas que tenho aula veja a obra como um todo, e tá tudo parado, poucos tarnalhadores, fazendo quase nada, nem caminhões entram e saem mais da obra.

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    1. Por que os alunos não se manifestam? Não protestam? Não vão para a rua?

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    2. Galera muito acomodada pra fazer isso, quem mora na zona sul vai de bike, tem uns que iriam de carro mesmo tendo METRO! Enfim, não espere muito... Seu blog é ótimo.

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    3. Você pode começar um movimento. Contacte o DCE, fale com teus amigos, fale com os funcionários, os professores...

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    4. Mas segundo a reportagem a estação vai sair, vai demorar até 2018... poré, no final, ela sairá do papel, certo? Você já teve alguma nova info?

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  2. Não entendo como as duas plataformas podem ser paralelas e no mesmo nível. Se um trilho vem do Leblon e segue para a Tijuca, e o outro vem da Barra e segue para Botafogo, eles não tem que se cruzar?

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    1. João, você não lê o blog com freqüência, certo? Veja este link. O cruzamento se dá antes da estação:
      http://metrodorio.blogspot.com.br/2013/09/estacao-gavea-recebera-duas-linhas.html

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  3. O financiamento para a conclusão das obras da Linha 4 seria de R$ 989 milhões, sendo R$ 500 milhões para o consórcio RioBarra e os R$ 489 milhões justamente para a estaçaõ Gávea. Só que o Governo do Estado (Francisco Dornelles) não pagou uma parcela de R$ 8 mihões do empréstimo contraído junto a AFD (Agencia Francesa de Desenvolvimento) para o início das obras da própria Linha 4 e com isso ficou inadiplente e o financiamento do BNDES foi bloqueado pelo Tesouro Nacional. O Governo do Estado pagou do Tesouro (arrecadação direta de impostos) os R$ 500 milhões para que o consórcio RioBarra entregasse a Linha 4 para as Olimpíadas e postergou a estação Gávea. A conclusão da estação Gávea é estratégica e fundamental, porque será a estação Gávea que irá viabilizar a Linha 4 até o Centro e/ou Botafogo via Humiatá.

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    1. e os corruptos, vão faturar qto em cima disso?
      se não tiver obra não faturam, por isso surgiu essa agora!

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    2. Pompeia, segundo investigações, R$ 2 bilhões em compra de material da Linha 4 teriam sido superfaturados.

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  4. Tenho uma sugestão de trajeto para a verdadeira linha 4, com as seguintes estações: Gávea, Jardim Botânico, Horto, Lagoa, Humaitá, Laranjeiras, Catumbi ( fazendo a ligação com a Linha 2), Cidade Nova (aproveitando a estação já existente), Praia Formosa (Rodoviária), São Cristóvão, Alegria (Avenida Brasil, Cidade Universitária, Fundão (integração com o engodo do BRT), Tom Jobim e Portuguesa (estação final).

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