terça-feira, 27 de setembro de 2016

Ônibus do Metrô Operam Irregularmente

Reportagem da TV PUC denuncia que os ônibus do "Metrô na Superfície" operam irregularmente, com vistorias vencidas e excessos de multas. Fora isso, a frota que poderia durar um máximo de dez anos está vencida.

Para piorar, Prefeitura e Estado não assumem a responsabilidade sobre estes ônibus.

Esta é a Cidade Olímpica!

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Governo Decide: Gávea Sai do Papel


  • No começo da semana aconteceu uma reunião entre o Governador em exercício Francisco Dornelles, o Secretário Estadual de Transportes Rodrigo Vieira, o consórcio construtor Rio Barra, a concessionária Metrô Rio e o BNDES. Ficou decidido que é mais barato construir a Estação Gávea do que manter o buraco da estação e desmontar o tatuzão no Leblon.

Terminar a Estação Gávea custa R$ 489 milhões. Falta escavar 56% da estação e o tatuzão perfurar o túnel entre Leblon e Gávea.

O Estado já pagou pelas aduelas do túnel entre Leblon e Gávea e o consórcio Rio Barra já construiu o túnel entre São Conrado e Gávea. Se não terminar a obra agora, além destes gastos, o Estado terá que se responsabilizar pelo buraco aberto. Fecha-o ou o mantém aberto? Mantê-lo aberto implica em manter o local com vigias e iluminação, indenizar a Pontifícia Universidade Católica, a quem pertence o terreno da estação, e indenizar o Consórcio Rio Barra. Se fechar, haverá os custos de fechá-lo.

Se não bastasse tudo isso, há o custo de desmontar o tatuzão, que está localizado numa caverna no Leblon. Desmontá-lo na posição em que se encontra implica em utilizar uma solda para quebrá-lo, pois a máquina não foi feita para ser desmontada por trás. Ela deverá ser desmontada pela frente. O tatuzão custou cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos e servirá para construir outros túneis. Desmontá-lo onde está pode afetar também a circulação de trens da Linha 4.

Todos estes custos e imprevistos não eram previstos, pois quando se começa uma obra, a previsão é de terminá-la.

Dinheiro Está com o BNDES:
Segundo fontes, o Banco de Desenvolvimento Nacional Econômico e Social tem os R$ 489 milhões para concluir a obra. Como o Estado do Rio está inadimplente, o banco não pode depositar este dinheiro na conta do Rio de Janeiro. Seria preciso depositá-lo diretamente na conta do Consórcio Rio Barra. Para isso acontecer, é preciso que o Governo Federal autorize esta movimentação.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

O que É Linha 2? E da Onde Veio a Linha 3?

Em 1968, quando um estudo definitivo do metrô fluminense foi publicado, a Linha 2 começaria na Estação Pavuna e terminaria em São Gonçalo. Seu estudo detalhado, incluindo a localização das estações terminou na Estação Praça Araribóia. A ligação entre o Rio de Janeiro e o outro lado da Baía de Guanabara seria feito por túnel subterrâneo, tão comum em metrôs do mundo inteiro. Alguns dos sistemas mais antigos do mundo, como Londres e Paris cruzam rios o tempo todo por baixo de terra.

Pelo projeto dos anos 60, o metrô fluminense teria apenas três linhas, de acordo com as zonas de alta intensidade demográfica da época. A Linha 1 ligaria a Estação Praça Nossa Senhora da Paz à Estação Uruguai; a Linha 3 seria a atual Linha 6, cruzando toda a Zona Oeste (a Linha 2 foi descrita no parágrafo anterior).

A cidade evoluiu, cresceu, mas o metrô não acompanhou a nova demanda populacional. A "nova" Linha 1, deveria ser circular passando pelas zonas Norte, Centro e Sul. A Linha 2 deveria começar em Belford Roxo, cruzaria os municípios de São João de Meriti, Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e terminaria em Itaboraí. A Linha 6 (antiga Linha 3) deveria ser maior chegando até a Ilha do Governador. O metrô também ganharia a Linha 4 (ligando as zonas Oeste, Sul e Centro) e a Linha 5 (ligando a Ilha do Governador ao Centro). Isso sem falar em expansões metroviárias para a Avenida Brasil, o Méier e Icaraí.

Então da onde surgiu a tal Linha 3 entre São Gonçalo e Rio de Janeiro? Este termo surgiu no Governo Rosinha Garotinho. A Governadora publicou um projeto para utilizar a plataforma abandonada da Linha 2 na Estação Carioca. Dali o metrô sairia diretamente para a Estação Praça Araribóia e seguiria até a Estação Guaxindiba, em São Gonçalo. Não haveria a Estação Praça XV, nem a Estação Catumbi, nem a Estação Praça da Cruz Vermelha e a Linha 2 terminaria mesmo na Estação Estácio.

Esse é o motivo de grande confusão entre os termos Linha 2 e Linha 3. Na verdade, repito: esta linha é uma só, da Estação Belford Roxo até a Estação Visconde de Itaboraí:

O Projeto:
Estação Belford Roxo - Estação Coelho da Rocha - Estação Agostinho Porto - Estação Vila Rosali - Estação Pavuna - Estação Engenheiro Rubens Paiva - Estação Acari/Fazenda Botafogo - Estação Coelho Neto - Estação Colégio - Estação Irajá - Estação Vicente de Carvalho - Estação Tomás Coelho - Estação Engenho da Rainha - Estação Inhaúma - Estação Del Castilho - Estação Maria da Graça - Estação Triagem - Estação Maracanã - Estação São Cristóvão Estação Estácio - Estação Catumbi - Estação Praça da Cruz Vermelha - Estação Carioca - Estação Praça XV - Estação Praça Araribóia - Estação Jansen de Mello - Estação Barreto - Estação Neves - Estação Vila Laje - Estação Paraíso - Estação Parada Quarenta - Estação Zé Garoto - Estação Mauá - Estação Antonina - Estação Nova Cidade - Estação Alcântara - Estação Jardim Catarina - Estação Guaxindiba - Estação Itambi - Estação Visconde de Itaboraí.



terça-feira, 13 de setembro de 2016

O Que Está Sendo Feito?

Triste relato do metrô fluminense.

O Que Está Sendo Construído:
Linha 1: Nada.

Linha 2: A construção do trecho Estácio - Praça XV está em estudo.

Linha 3: Nada.

Linha 4: A Estação Gávea está com sua obra paralisada.

Linha 5: Nada.

Linha 6: Nada.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Barra Precisa de Outra Linha de Metrô

Discute-se regularmente as expansões das Linhas 1, 2, 4 e as construções das Linhas 3, 5, 6, para o Méier e para Icaraí.

Pouco se fala que a Barra da Tijuca precisa de outra linha de metrô mais próxima da praia. Isso, se querem mesmo retirar carros e ônibus de nossas ruas.

Segundo o Google Maps, caminhar da praia da Barra, na menor distância possível, até a Estação Jardim Oceânico, leva 27 minutos e a pessoa vai caminhar 2,2 quilômetros.

Se no futuro tivermos a Estação Barra Shopping, da praia neste ponto até o centro comercial são 2,8 quilômetros de caminhagem e o pedestre vai levar 35 minutos.

Como este tempo enorme de caminhada, já se pode prever que os moradores próximos à praia, não vão caminhar para pegar o metrô. Uma grande parte de seus dias seria perdida caminhando na ida e na volta de seus compromissos.

É preciso criar alternativas. O prefeito gosta de falar em bicicletas. Em dias de chuva, vento e sol fortes do Rio de Janeiro, elas podem ser muito desconfortáveis. Além disso, há sempre o risco de roubo ao deixá-la no bicicletário.

A Barra da Tijuca precisa de outra linha de metrô, que se conecte futuramente à Estação Alvorada e que se conecte com a Estação Jardim Oceânico.