terça-feira, 30 de maio de 2017

Novas Linhas de Barcas

A prefeitura estuda a criação de três novas linhas de barcas na Baía de Guanabara.

Seriam elas:
Praça XV - Duque de Caxias
Praça XV - São Gonçalo
Praça XV ou Aeroporto Santos Dumont - Aeroporto Internacional do Galeão

terça-feira, 23 de maio de 2017

Fraudes na Linha 4 Passam de R$ 3 bilhões

Segundo matéria do jornal O Globo, já repercutida em diversos meios de comunicação, uma ação civil pública foi promovida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra 30 réus.

Foram indiciados Júlio Lopes (ex-Secretário Estadual de Transportes e agora Deputado Federal), Sérgio Cabral (Governador), Pezão (Vice-Governador da época e atual Governador), Carlos Osório (ex-Secretário Estadual de Transportes e agora Deputado Estadual), Heitor Lopes de Sousa Júnior (ex-presidente da Rio Trilhos), Luiz Carlos Velloso (ex-Secretário Estadual de Turismo) e mais 24 pessoas. A Odebrecht e outras empreitas também foram indiciadas.

Alguns dos crimes, que totalizaram um prejuízo de R$ 3,17 bilhões aos cofres públicos:
1 - Utilizar o contrato licitatório de 1998, em vez de realizar uma nova licitação.
2 - Alterações contratuais sem licitação.
3 - Aditivos irregulares para subcontratações e superfaturamentos.
4 - Mudança no traçado permitiu a antecipação de pagamentos. A verba pública empregada na obra subiu de 43% (previstos para 1998) para 89% (anos 10).
5 - Antecipação irregular para compra do tatuzão, alterando o método de escavação.
6 - 675% de aumento dos aportes dos recursos aumentando o custo erário em cerca de 8 vezes.

A Justiça pode pedir a devolução deste dinheirão todo, além da suspensão dos direitos das empresas por até 10 anos.

Como são R$ 3,17 bi desviados do total de R$ 10 bi, o metrô poderia ter ganho cerca de um terço a mais de quilômetros (pelo menos cinco) e estações (pelo menos duas).

Bizarro!

https://oglobo.globo.com/brasil/mp-rj-cobra-3-bi-por-fraudes-na-linha-4-do-metro-acusa-cabral-julio-lopes-empresas-da-lava-jato-21287285#ixzz4g1uVFQQu

terça-feira, 16 de maio de 2017

Média de passageiros da linha 4 do metrô é 46% abaixo da esperada

Os resultados deste estudo divulgados pelo Metrô Rio e publicados em O Globo não é de se espantar. Há dois erros grosseiros no sistema de transporte de nossa cidade.

1) A Linha 4 foi construída como extensão da Linha 1: Todos os estudos apontavam para uma Linha 4 independente, até o ex-Governador Sérgio Cabral assumir o poder. Hoje, já se sabe que a escolha do traçado foi fruto de corrupção para favorecer empresas que haviam ganho antigas licitações para a expansão metroviária. A Linha 4 deveria ter sido construída de forma independente. É por isso, que os ônibus de integração com o metrô vivem lotados interligando as estações previstas na Linha 4, como Gávea, Jardim Botânico, Humaitá e Laranjeiras.

2) O custo da integração dos modais: Dentro de uma mesma cidade é inadimissível que a integração do metrô com o BRT ou ônibus comum seja cobrada uma nova tarifa. O fenômeno faz com que muitas pessoas deixem de utilizar o metrô, já que ele pertence ao estado. Um BRT + metrô custa R$ 7,00, em vez dos R$ 3,80 de um BRT+ônibus ou ônibus+ônibus.

 Leia mais: http://oglobo.globo.com/oglobo-21214768#ixzz4eS9wcdGQ

terça-feira, 9 de maio de 2017

Os Projetos Originais da Rio Barra

Encontramos dois mapas que mostram o projeto de expansão do metrô à Barra da Tijuca de 1998.

O primeiro mapa mostra a alternativa saindo da Estação Santo Antônio (do projeto original da Linha 2 dos anos 60 e posteriormente descartada), Estação Laranjeiras, Estação Humaitá II (cadê a I?), Estação Gávea, Estação São Conrado e Estação Jardim Oceânico. Já havia a previsão de outra expansão até o Terminal Alvorada, através da Estação Canal de Marapendi, Estação Nova Ipanema e Estação Alvorada.

A outra alternativa foi a que acabou sendo licitada. A Linha 4 sairia da Estação Morro de São João (que faz parte do projeto da Linha 1), Estação Humaitá I (cadê a II?), Estação Gávea, Estação São Conrado e Estação Jardim Oceânico.

Infelizmente, nenhum dos dois projetos, nem a Linha 4 que saiu do papel prevê baldeações, que permitam o passageiro a trocar de linha. Este blog considera que da Linha 4, apenas a Estação Jardim Oceânico e a Estação São Conrado saíram do papel. As demais inauguradas em 2016 pertencem à Linha 1, que futuramente deverá ser circular.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Vende-se a Alma para a Expansão do Metrô

Sem recursos financeiros, o Governador Pezão veio com uma ideia criativa para a expansão do metrô fluminense. Ignorando as obras inacabadas da Estação Gávea (Linha 1 e Linha 4), Estação Morro de São João (Linha 1) e Estação Carioca (Linha 2), o político desejar vender CEPACs a empresários.

Explica-se: As CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) permitiriam que as construtoras aumentassem em até um andar e meio o gabarito de suas edificações. Ou seja, centros comerciais, lojas, prédios, condomínios, poderiam ficar mais altos.

A idéia, publicada pelo jornal O Globo em 28 de Março de 2017, seria colocar todo o dinheiro da venda das CEPACs num fundo e financiar a expansão da Linha 4 metroviária. Todas as CEPACs seria para os bairros do Recreio, Vargem Grande e Vargem Pequena e financiariam a chegada do metrô até o Recreio, através da Avenida das Américas e do terminal Alvorada.

O projeto ainda não apresentado incluiria quatro estações entre a Estação Jardim Oceânico e a Estação Alvorada, e outras 19 até o final do Recreio.

Não há nenhuma preocupação com a circulação de ar, impacto viário ou de meio-ambiente na transformações destes bairros.

Há uma grande oportunidade de legalizar a corrupção, afinal "o que é preciso fazer para que meu prédio tenha dois, três, quatro andares a mais do que a lei atual permite?"

Atualização: Em nova matéria no O Globo de 29 de Março de 2017, falou-se que em vez de seguir para o Recreio, que as CEPACs a serem vendidas seriam as de Jacarepaguá e a Linha 4 do metrô de Pezão seguiria pelo traçado original da Linha 6, indo para dentro da Zona Oeste.