quinta-feira, 22 de maio de 2014

Os Planos da Concessionária em 2005

Em 2005, a concessionária Metrô Rio publicou em seu site os seus planos de expansão para tornar as Linhas 1 e 2 as mais rentáveis possíveis.

Neste projeto, a Linha 1 ganharia a Estação Morro de São João, a Estação General Osório, a Estação Uruguai, a Estação Praça Sachet, a Estação Grajaú, a Estação Barão do Bom Retiro e a Estação Méier. Destas, até o momento, apenas a Estação General Osório e a Estação Uruguai foram construídas.

A Linha 1A já fazia planos da concessionária, colocando os trens da Linha 2 na Linha 1. Isso foi feito e também construíram a Estação Cidade Nova, como previsto no mapa em anexo.

No projeto de 2005, apesar da Linha 1A, a concessionária também pretendia levar a Linha 2 até as barcas. Seriam construídas a Estação Praça da Cruz Vermelha, a Estação Carioca e a Estação Praça XV. Nada disso foi feito. Na outra ponta, ela desejava construir a Estação Vila Rosali, a Estação Agostinho Porto, a Estação Coelho da Rocha e a Estação Belford Roxo. Nada foi feito.

A concessionária também pretendia construir a Linha 2A. A Estação Colégio seria ampliada para receber outra plataforma. Também seriam construídas a Estação Avenida Brasil e a Estação Trevo das Margaridas. Nada disso foi feito.

14 comentários:

  1. Um engodo atrás do outro. Agora, interessante essa história da Linha 2A, que eu não conhecia. Seria fundamental para a eventual construção da Rodoviária no Trevo das Margaridas.

    ResponderExcluir
  2. A ideia da linha 1 ser "esticada" até o Méier me soa muito mal. Mesmo eu morando em um bairro vizinho ao Méier. Mas também não gosto de linhas que acabam sem encontrar outras. Uma linha que começasse na Tijuca (Estação Uruguai ou outra mais acima da Conde de Bonfim, que comportasse 2 plataformas) e fosse até o Méier, poderia ser uma pouquinho mais escavada, e encontrar a linha 2 em Inhaúma ou em Del Castilho. Nos arredores da estação Inhaúma tem espaço de sobra para construir uma 2ª plataforma (subterrânea, é claro).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Flávio, a melhor idéia é que a Linha 1 seja circular para encurtar o trajeto entre Zona Sul, Zona Norte e Centro. Uma linha para o Méier pode e deve ser feita através de uma segunda plataforma na Estação Uruguai e possíveis conexões com as Linhas 1 e 2 em outros pontos.

      Excluir
    2. Miguel, já pensou numa eventual possibilidade da Linha 1 realmente ser Uruguai - Gávea (sem o círculo, talvez até mesmo esticando um pouco mais na direção da Usina) e de uma Linha adicional fazendo Gávea-Méier (cruzando na Uruguai)?

      Excluir
    3. Celso, isso é possível sim. De qualquer maneira, a Estação Uruguai precisaria ganhar um segundo nível.

      Excluir
  3. Nada disso era então responsabilidade da Concessionária, que por contrato só tinha a responsabilidade de operar o sistema e realizar a manutenção, cabendo ao Estado as ampliações nas linhas operadas pela Concessionárias.
    Isso tudo está na Cláusula Primeira do Contrato, que pode ser consultado no sítio da Agetransp.
    A Linha 1-A só foi construída pela Concessionária graças ao Sexto Termo Aditivo do Contrato, de 2007, que atribuiu a responsabilidade à Concessionária de construir essa ligação (que é denominada "1A" por ser, pelo contrato, parte da Linha 1, embora operada como Linha 2) até Março de 2010 e a estação Uruguai até Dezembro de 2014.
    Portanto, por mais que a Concessionária "planejasse" essas ampliações, ela por si só não tinha a atribuição contratual (e nem o direito) de construí-las e dependia do Estado, que não tinha lá muito boas finanças e administração financeira para investir.
    Assim como recentemente a própria concessionária, hoje controlada pela Invepar (na época era a Opportrans), defendeu a construção dessas ampliações, embora não seja de sua alçada construí-las.
    Cabe lembrar também que nessa época a Metrô Rio era controlada pela Opportrans, que dispensa apresentações, e hoje é controlada pela Invepar.
    Hoje, o Estado voltou a ter capacidade de investimentos, e temos condições ainda de angariar apoio federal para obras desse porte a partir do "Pacto pela Mobilidade", que não deslancha pela falta de projetos bem feitos.
    Cabe ao Estado licitar o máximo de estudos e projetos possíveis, mesmo que não tenha condições de executá-lo atualmente, pois um dia pode vir a ter e, com os projetos prontos, será muito mais fácil executá-los. E estão sendo, ainda bem, abertas licitações para execução de projetos como Gávea-Carioca, Estácio-Carioca e Uruguai-Méier. Esperamos que saiam esses projetos. E que façam o mesmo para a Linha 3 como Metrô pesado, e não monotrilho, e sua necessária ligação Carioca-Araribóia.
    Por essas questões, embora insatisfeito com os serviços prestados pela Concessionária, sou obrigado a defendê-la quanto à questão levantada, já que leva a entender que ELA deixou de fazer algo que "prometeu", quando na verdade o Estado deixou de fazer, por motivos válidos somados a motivos não tão válidos, o que ELA propôs.
    Sobre a questão levantada pelo Flávio, o projeto da Linha 1 ir até o Méier não é uma "esticada", já que pelo projeto original do Metrô para a Linha 1, esta não só iria até o Méier, como continuaria até onde atualmente se localiza o SESC da Ayrton Senna, portanto nada mais é do que a continuação natural dela.
    Isso não quer dizer que eu goste dessa ideia. Prefiro que a Linha 1 prossiga em direção à Usina, e que uma outra linha, transversal, fizesse a ligação da Gávea-Tijuca, não pela Uruguai, mas pela Saens Pena, seguindo pela Barão de Mesquita na direção do Grajaú, Engenho Novo, Méier, seguindo pra Del Castilho, Bonsucesso, Fundão e Ilha (tanto o aeroporto quanto os bairros da Ilha). Seria uma conectora de todas as linhas do nosso sistema de Metrô, incluindo a SuperVia. E a ligação a Jacarepaguá poderia ser feita por uma linha independente, passando pelo maciço e entrando em Vila Isabel, passando pela Visconde de Sta Isabel, 28 de Setembro, estação Maracanã e seguindo pela Novo Rio, Porto, Pça Mauá, Av Rio Branco, terminando na Cinelândia.
    Mas, voltando à realidade, o mais realístico é que saia a Linha 1 até a Taquara, já que é oque se mostra obviamente mais viável no médio prazo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É verdade, quem construiria na época era o estado. E ainda é. No entanto, este era o mapa das expansões previstas pela concessionária após reuniões com o governo e divulgado no site do Metrô Rio (concessionária).

      Excluir
  4. seria viável operar as linhas 1A e 2 ao mesmo tempo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Luan, a Linha 1A é inviável por si só. Ela é um risco a todos os usuários do sistema e ainda é por causa dela que se tem tanto intervalo entre os trens.

      Excluir
    2. Luan, depende do cenário do sistema como um todo.
      Isolando o sistema como se mantivéssemos apenas a Linha 1 na configuração atual e a Linha 2 com a construção da Ligação Estácio-Carioca, e sem considerar a Linha 4 e a expansão da Linha 1 pro Méier, haveria excesso de oferta no trecho Uruguai-Central da Linha 1, a ponto de tornar a Linha 1 economicamente inviável se fosse operada com intervalos baixos.
      O problema é que justamente o trecho Central-Siqueira Campos exigiria que a Linha 1 operasse a intervalos baixos, pra atender aos passageiros da SuperVia com destino ao Centro Financeiro e à Zona Sul e aos passageiros da Linha 2 com destino à Zona Sul. Assim, a maneira mais inteligente de equilibrar demanda X oferta no referido trecho e no referido cenário seria mantendo a Linha 1A, ao menos parcialmente (por exemplo, como Maria da Graça X Botafogo ou Maracanã X Botafogo, por serem estações com espaço pra manobras e injeção de trens e representarem o trecho crítico da Linha 1A).
      Pensando o sistema incluindo a Linha 4 "linhão" eu tenho duas observações a fazer: A Linha 4 Uruguai X Jd Oceânico não faz sentido. O trecho Uruguai-Central não tem demanda pra 2 serviços de metrô e além do mais, pra quem mora na Tijuca e desejar ir à Barra continuará sendo mais proveitoso utilizar-se do Alto da Boa Vista. Pensando em um "linhão", vejo ainda maior a necessidade de manter-se a Linha 1A, mas como "Linha 4", atendendo parcialmente o traçado da Linha 2 (da mesma maneira como eu citei no cenário anterior).
      Agora, um cenário mais realista, é que, quando a Linha 2 estiver pronta até a Praça XV, a Linha 4 já terá chegado ao Centro da Cidade "com as próprias pernas", ou seja, de maneira independente da Linha 1, e esta última já teria chegado pelo menos ao Méier, agregando demanda ao seu tramo norte e, assim, equilibrando a linha. Desta forma, teríamos finalmente uma configuração em rede, o que permitira a suspensão da Linha 1A, e até mesmo uma integração gratuita entre a Linha 2 e o ramal Belford Roxo na estação S. J. de Meriti/Pavuna. É claro que isso seria, em um cenário otimista, a partir de 2020. E até lá a cidade já terá novas demandas, e ainda assim não teremos a tão importante ligação ferroviária Rio-Niterói (muito mais importante do que a Linha 4).
      Portanto, pensando em um cenário de transição (otimistamente o período 2016-2020), ou seja, enquanto a Linha 4 não tiver chegado ao Centro e a Linha 2 não estiver concluída, nem a Linha 1 tiver chegado ao Méier, penso em 4 coisas como imprescindíveis para o sistema não entrar em colapso total:
      1) instalarem o ATO (conhecido aqui como Piloto Automático) no sistema inteiro, pra reduzir os intervalos;
      2) o VLT do Centro estar funcionando, pra atender principalmente aos passageiros da SuperVia, aliviando assim o trecho Central-Carioca do Metrô;
      3) ao invés de construírem o BRT TransBrasil, construam um BRT pra circular pela região Central, a partir da Estação multimodal do Maracanã, tendo linhas pelas principais vias aos principais destinos do Centro, atendendo também aos passageiros da SuperVia;
      4) ao invés do "linhão" 4 ser Jd Oceânico X Uruguai, deve ser Jd Oceânico X Maracanã ou Maria da Graça, pra aliviar a Linha 2, pois esse trecho está crítico. Já que o tramo Central X Gal Osório será compartilhado por 3 linhas, que pelo menos a Linha 2 compartilhe parte de seu trecho com a Linha 4, dado o fato de que o trecho Uruguai X Central a atual oferta atende razoavelmente bem.

      Excluir
    3. Apesar de muita coisa não fazer sentido, o Governo do Estado e a Concessionária matém o non-sense. Em 2016 teremos Linha 1A e Linha 4 como extensão da Linha 1. O correto seria termos Linhas 1, 2 e 4 independentes com alguns pontos de intercessão.

      Excluir
    4. Exato.
      Mas eu não acho que seja tão ruim dentro do que seria possível fazer.
      Dentro do que eu esperava, essa expansão é um avanço significativo. Embora eu ache que, ao invés de ligar a Barra à Linha 1, seria mais útil terem estendido a Linha 1 até o Leblon e a Linha 2 pra Carioca. Já ia abrir espaço para o sistema atender mais clientes.
      Só espero que essa de licitar os projetos executivos de outras ampliações não seja só uma estratégia eleitoreira. Ter projetos prontos é muito útil. Pena que esqueceram da Linha 3 :/

      Excluir
    5. A obra mais importante hoje seria a de terminar a Linha 2 Centro e nunca mais fazerem a Linha 1A.

      Excluir