terça-feira, 1 de outubro de 2013

Descobertas do Lote 29

Nossa pesquisa sobre o Lote 29 (o projeto final da Linha 2 original entre a Estação Estácio e a Estação Carioca via Estação Catumbi e Estação Praça da Cruz Vermelha) continua.

A conclusão da Linha 2 foi pela primeira vez parada quando sob o túnel da Frei Caneca construída pelo shield, prédios antigos começaram a apresentar rachaduras em suas estruturas. As plantas do local eram muito antigas e estavam desatualizadas, sem as estruturas dos prédios no subsolo. Um estudo sobre as soldagens, estaqueamento e as estruturas existentes no local chegaram a ser orçadas mas encareceriam a obra consideravelmente. Neste momento, o Governador Leonel Brizola assumiu o estado do Rio de Janeiro e usou o custo da obra como desculpa para paralisá-la.

O fato é que após a Estação Estácio, poucos metros de metrô foram construídos. São cerca de 80. O túnel por onde passariam os trilhos vai um pouco mais à frente. A Estação Catumbi não foi feita. A Estação Praça da Cruz Vermelha tampouco.

Grande parte da Estação Carioca ficou pronta, inclusive cerca de um terço da plataforma de passageiros e alguns metros de trilhos e túnel após a plataforma. Na direção Praça da Cruz Vermelha, o túnel foi feito. Em parte dele os outros dois terços da plataforma deveriam ser construídos e ele foi escavado alguns metros em direção à outra estação. O mezanino de circulação de passageiros e os acessos para a Linha 2 ficaram prontos. Um novo acesso na Avenida Chile, por onde o passageiro entraria direto na Linha 2 não foi construído.

Nos anos 90, alguma obra foi feita sob a Avenida Chile, entre as futuras estações da Praça da Cruz Vermelha e Carioca. A informação não confirmada diz que as fundações da Estação Praça da Cruz Vermelha foram feitas, assim como o túnel da Linha 2 partindo da Estação Carioca foi escavado mais um pouco em direção à Praça da Cruz Vermelha. Dizem também que este pedaço do túnel foi revestido com lajes do cut and cover.

Ainda não há informação concreta sobre o destino do antigo tatuzão da Camargo Corrêa. Ficou no túnel da Linha 2? Foi de fato retirado?

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=521496&page=6http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=560674&page=583

16 comentários:

  1. Se o próximo governo quiser ligar a Carioca à Gávea, vão ter que tapar o túnel já escavado e iniciar um novo?

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    1. Tudo depende do traçado. Não há nenhum projeto deste governo além do que está sendo construído.

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    2. O que é uma grave imprudência. Ao se construir uma estação, deve-se saber se ela será terminal e, se não, saber qual e onde será a estação seguinte.

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    3. mas o atual governo nao esta construindo nada na linha 2.

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  2. Essas informações foram tiradas todas do forum Skyscrapper? Porque lá consta como de 2011. Seria muito bom descobrir o estado atual das coisas. Mandei um email para o Carlos Minc, mas email no Brasil para político é o mesmo que nada. Temos que ir a fundo nessa pesquisa, total apoio.

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    1. Alexandre, ao longo do tempo, já publiquei várias coisas aqui sobre o Lote 29. Este post na verdade é uma atualização após conversa com alguns ex-engenheiros da Rio Trilhos, que trabalharam no metrô nos anos 80.

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    2. Soube que o Carlos Minc cobrou informações sobre o tatuzão que estaria parado depois do Estácio. Mas o problema é que não lembro onde li isto.

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    3. Achei:

      http://metrodorio.blogspot.com.br/2013/07/e-o-tatuzao-antigo.html

      http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/scpro.nsf/2a81b4e6a554e340032565020062e029/6b4cb1ffa8305e38032563d8006350cd?OpenDocument

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    4. Exatamente, já divulguei isso. Este link é do próprio blog.

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  3. Ouvi um boato que a extensão da linha 2 entre Estácio e Carioca teria sido inviabilizada pela construção do Sambódromo porque as estacas das fundações do trecho da Praça da Apoteose estariam atravessando o que seria a Estação Catumbi. Há alguma verdade nisso?

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    1. Nenhuma. A Estação Catumbi fez parte do projeto original da Rio Trilhos nos anos 60. Com o passar dos anos, a Rio Trilhos trocou a Estação Catumbi pela Estação Praça XV, que não fazia parte do projeto original. As saídas da Estação Catumbi seriam onde hoje tem o monumento na entrada/saída do sambódromo.

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    2. Miguel, seria na praça da apoteose?

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    3. Sim, André. Clique no blog em Linha 2 e você verá uma foto do mapa planejado pela Rio Trilhos nos anos 70.

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  4. Miguel, você leu isso?

    04/10/2013

    O Dia (RJ)
    Viver no Rio (Opinião)

    LEDA NAGLE
    com certeza
    VIVER NO RIO
    Se eu não precisasse trabalhar aqui, será que eu moraria nesta cidade? Apergunta começa a fazer parte do meu cotidiano com uma intensidade que chega a me assustar. Quanto tempo será que eu aguento morando neste canteiro de obras engarrafado? Será que eu consigo adaptar meu cotidiano játão estressado atodas estas dificuldades crescentes do dia a
    dia? Sinceramente, não sei. A simples constatação de que já estão montando a árvore de Natal da Lagoa me deixa quase triste. Não pela árvore, que acho linda, mas pela confusão no trânsito que ela causa. Eu sempre gostei da árvore, aqui mesmo já a defendi, mas a proximidade dela, hoje, me apavora. Ir à Barra da
    Não quero perder a alegria de ter vindo para o Rio há 40 anos para realizar meu sonho de ser jornalista
    Tijuca é outro problema. Adio o quanto posso, evito, me assusto. Mas, outro dia mesmo eu gostava tanto de ir à Barra... Sempre impliquei com pessoas que dizem que a Barra é outra cidade, discriminando uma área tão moderna e interessante da cidade. Mas o dia a dia tem me angustiado. À noite, então, engarrafada no Joá, na estrada estreita, cheia de curvas e ônibus assustadores, sempre me arrependo de ter ido visitar os amigos que moram do outro lado do
    túnel. Por que será que os governantes desta cidade sempre apostam na cidade partida? Será a velha e burra tática de dividir pra governar? Como é que vai ser o nosso futuro? Será que a gente vai ter que sair de casa de véspera para cumprir compromissos marcados para de manhã cedo? A cada dia emplacam mais 300 carros na cidade. Imagina isto por mês, por ano, por anos... Claro que não adianta reclamar dos carros. É sonho de todos, tão comum quanto o sonho da casa própria. E não deixa de ser direito de todos, sonhar ou realizar. Nem resolve me chamar de alienada porque eu sei que o transporte coletivo é péssimo. Também sei que não sou aúnica a sofrer nesta cidade. E sei que devo sofrer menos que o povo que vem da Baixada trabalhar na Cidade Maravilhosa e passa duas, três horas espremido na condução. Mas a dificuldade de uns não diminui as dificuldades dos outros. Nem alegra ninguém. Fazer o metrô é fundamental, mas só quem estava convivendo com as obras deste consórcio mal-educado sabe como é difícil. E não há contrapartida. Agente não sente preocupação dos governantes em melhorar, nem em suavizar os problemas. É cada um por si. Se virando, de olho no ano que vem, ano eleitoral. O pensamento coletivo, o bem de todos se perdeu. Não quero perder a alegria de ter vindo para o Rio há 40 anos, por opção, para realizar meu sonho de ser j ornalista e morar aqui. Quero continuar a ser mineiroca. Mas tá difícil. Tá puxado!

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