quinta-feira, 1 de julho de 2010

Começaram as Obras na Barra

inicio obras metrô barraCom pelo menos 12 anos de atraso, as obras do metrô para a Barra da Tijuca começaram no último sábado. As escavações começaram pela futura Estação Jardim Oceânico.


Túnel em Direção à Zona Sul

De lá, o metrô seguirá em direção à Zona Sul. A Estação São Conrado está garantida.

Como vimos nos posts anteriores, não sabemos onde será e se haverá estação na Gávea, nem se o metrô seguirá por Leblon e Ipanema ou pelo projeto original e correto por Jardim Botânico e Humaitá.

sábado, 26 de junho de 2010

Mais Repercussão da Palestra do Metrô

A difícil decisão sobre o traçado do metrô na Zona Sul - Mais um capítulo !


Reunião das Associações de Moradores

Na noite da última terça-feira, dia 22 de junho, as Associações de Moradores da Zona Sul e da Barra da Tijuca compareceram a reunião "Metrô para a Barra", realizada em um Auditório no Leblon. O encontro foi com Bento José de Lima, diretor da engenharia da Rio Trilhos, e contava com a participação de alguns técnicos da Rio Trilhos e da empresa que executará as obras do metrô para a Barra.


Túnel Começa a Ser Perfurado

Mais uma vez, apesar de anunciar o início de fato das obras na Barra no próximo dia 26 de junho, sábado, com o começo da perfuração do túnel em direção a São Conrado, no paredão rochoso defronte as pontes que ligam a Estrada Velha da Barra à Avenida Armando Lombardi, o Governo do Estado, por meio do diretor de engenharia da Rio Trilhos, alega que o traçado do metrô na Zona Sul continua indefinido.


Como Será o Metrô para a Barra?

Como será o metrô para a Barra? Onde conectarão o metrô na linha 1? De que forma isso ocorrerá? Que linha será realmente feita? Qual o traçado e as estações que serão construídas? Onde estas estações ficarão? Todas estas perguntas continuaram sem resposta.

De concreto, apenas o anuncio de que as primeiras sondagens do terreno no Leblon apontaram que a região próxima ao Largo da Memória / Hospital Miguel Couto / Praça Sibélius - na verdade, as duas margens do Canal da Rua Visconde de Albuquerque - possuem solo extremamente frágil, até com vegetação em decomposição, e isso parece ser um indicador de que as obras de engenharia no local seriam muito caras e difíceis de serem realizadas.


Extensão da Linha 1 e Integração com Ônibus

Estas complicações levaram então a possibilidade de se prolongar a Linha 1 do metrô no Leblon em direção ao maçiço do Dois Irmãos e posteriormente a São Conrado, evitando assim a curva da linha em direção a Gávea e deslocando a estação Leblon do Largo da Memória para a praça Antero de Quental.

Outro anuncio foi de que na Barra, a Estação Jardim Oceânico terá a vizinhança de um terminal rodoviário para alocação dos ônibus que farão a integração com o metrô. Esta não é uma proposta nova, mas ganha força quando a Rio Trilhos diz que está estudando as adequações no entorno, projetando o acesso ao terminal pelas pistas de parte da Via Parque, junto ao Shopping Downtown.

Entretanto, por não haver hoje ligação entre as duas margens do canal de Marapendi naquele local, por esta proposta, será inevitável a construção de uma nova ponte ligando a área do Motel as pistas no fundo do Downtown.


Equivocadamente erram nas duas propostas

Abandonam a ideia de uma linha 1 circular, conectando-a no futuro à Estação Uruguai e Estação Saens Peña e fechando o anel da linha 1. Ao invés disso preferem prolongar a linha 1 que atenderá Ipanema e Leblon, para a Barra da Tijuca. E insistem num terminal rodoviário junto a uma estação projetada inicialmente como de pequeno porte, rejeitando-se assim a possibilidade de extensão imediata da linha de metrô em parte considerável da Barra da Tijuca, até Alvorada, local ideal para a maior estação do bairro, com amplo espaço para integrá-la a um terminal rodoviário já existente e ampliando as possibilidades com integração junto aos 2 corredores de BRTs da Prefeitura para lá projetados.

Só a mobilização de toda a Sociedade reverterá estes equívocos.

Ao lado, alguns mapas da rede atual e as possibilidades que se desenham para o metrô para a Barra:

Um destes traçados, independente se será o melhor ou não, é o que será construído na Cidade.
Por Ricardo Lafayette.


Comentário do Blog

O Governo Sérgio Cabral tenta destruir o Metrô do Rio de Janeiro, antigo orgulho dos cariocas. A construção da Linha 1A em substituição à conclusão da Linha 2 foi uma catástrofe.

Não satisfeito, seu governo quer destruir toda a rede metroviária de uma vez. As linhas de metrô devem ser separadas com alguns pontos de interseção para que baldeações possam ser feitas. É assim em todo lugar do mundo e é opinião unânime entre todos os engenheiros de transportes.

As Linhas 1 e 4 devem ser separadas. Três pontos de junção devem servir de interseção (baldeação) entre estas duas linhas: Estação Gávea, Estação Botafogo (ou Estação Morro de São João) e Estação Carioca.

Neste primeiro momento, deve-se respeitar o projeto licitado em 1998. O metrô passaria por Barra da Tijuca, São Conrado, Gávea, Jardim Botânico, Humaitá e Botafogo. Assim, no futuro, a Linha 1 circular poderia ser concluída, a Linha 4 poderia ser expandida para Laranjeiras e Centro numa direção; e na outra para a Alvorada.

É mais simples, é mais útil, evita superlotação e as desculpas do governo de que o preço da passagem terá que ser o triplo é uma grande farsa para se fazer uma obra muito mais cara e desnecessária.

Resumo da Reunião da Rio Trilhos com os Moradores da Zona Sul

Eis o resumo da reunião da Rio Trilhos com os moradores da Zona Sul.


  • A concessionária Metrô Rio se enrolou e não convenceu que a "Linha 4 via Ipanema e Leblon" seria melhor do que a Linha 4 original (via Humaitá e Jardim Botânico).
  • Os locais das estações em Leblon e Gávea estão indefinidos.
  • Apenas os locais das Estações Jardim Oceânico e São Conrado estão definidos.
  • A obra será feita para que a Linha 4 possa continuar até a futura Estação Alvorada.
  • Os engenheiros e ex-funcionários do metrô disseram que túnel da Gávea para a futura Estação Uruguai custaria R$ 1 bi a menos do que o projeto para a Barra. Além disso, seria melhor para a malha metroviária.
  • O problema da superlotação é unânime. Quem esperar metrô na Zona Sul terá dificuldades para entrar nos vagões.
  • Os moradores de Ipanema e Leblon se mostraram contra ter o metrô através destes bairros.

domingo, 20 de junho de 2010

Macaé Sonha com Metrô em 2011

metrô macaéA população macaense segue sonhando com a construção de sua primeira linha de Metrô em 2011. O prefeito Riverton Mussi declarou que o metrô local é prioridade de seu governo e vem cumprindo rigorosamente cronograma de realizações com participação efetiva dos parceiros Governo do Estado, através da Secretaria de Transportes; da Ferrovia Centro Atlântica (FCA).


Linha 1 Planejada

Sua construção será feita em Cariri (CE) e o metrô terá 26km, cinco estações; e andará numa média de 35km/h.

As estações planejadas ficarão em: Imboassica, Centro e Lagomar, além de outras duas ligando o Centro às extremidades.

Esta construção será a Linha Norte-Sul do metrô. Nada impede que no futuro tenhamos outras.

domingo, 13 de junho de 2010

Sochi Ganhará Metrô

Sochi é a cidade escolhida para abrigar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno de 2014. Os russos derrotaram PyeongChang (Coreia do Sul) e Salzburgo (Áustria).

A cidade ganhará diversos investimentos no setor de transportes. A construção de estradas, pontes, linhas de ferro e estações de trem estão em andamento.


Sochi Terá Metrô

Focando no metrô, que nos interessa, a pequena cidade russa de 330 mil pessoas não tem este meio de transporte. Ou melhor, não tinha! Um sistema de veículo leve sobre trilhos está sendo construído por causa das Olimpíadas. Ele terá três linhas, 24 estações, 87km e ligará as praças de esportes, o centro da cidade, o aeroporto, heliporto, estações de trem e rodoviária. O investimento neste sistema metroviário é da ordem de US$ 800 milhões.

A Linha 1 ligará a Vila Olímpica até Grushevaya Polyana. Serão seis estações.

A Linha 2 sairá da Vila Olímpica para Mamayka.

A Linha 3 conectará o Centro a Grushevaya Polyana.

Três linhas e 24 estações em apenas 4 anos de obras. Como todas as cidades conseguem menos o Rio?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mais um Site em busca de um Metrô Decente

transito rioO site de Carlos Felipe, leitor assíduo deste blog, destacou um post enorme sobre o problema do transporte público no Rio de Janeiro. Os cariocas estão se cansando deste transporte precário, que não facilita a vida de quem mora na cidade. Confira o post abaixo.

http://carlosfelipe.net/2010/05/17/transporte/

domingo, 6 de junho de 2010

Trem Bala no Brasil: Você Acredita?

O TAV (Trem de Alta Velocidade) brasileiro vai sair do papel. Você acredita? É o que garante o governo. Com licitação prevista para este ano e com obras previstas para começarem em 2011, a primeira linha de Trem Bala brasleiro está prevista para iniciar suas operações em 2016.


Linha 1 do Trem Bala

A Linha 1, ligando Campinas ao Rio de Janeiro, via São Paulo, terá 518km de trilhos, entre 8 e 11 estações e custará cerca de R$ 35 bilhões.

Segundo o cronograma anunciado, a licitação deverá ocorrer até maio deste ano e durante o segundo semestre o traçado detalhado da linha deverá ser definido, assim como a obtenção de licenças e o cronograma detalhado das obras. É possível que até a Copa do Mundo de 2014 o trecho Campinas - São Paulo seja inaugurado.

Até agora, apenas consórcios chineses, coreanos e espanhóis se interessaram pelo mega-projeto. O BNDES diz que vai financiar cerca de R$ 21 bilhões.

As estações previstas são: Rio de Janeiro (Barão de Mauá), Rio de Janeiro (Aeroporto Internacional), Barra Mansa, São José dos Campos, Guarulhos (Aeroporto Internacional), São Paulo (Campo de Marte), Campinas (Aeroporto de Viracopos) e Campinas (Centro). As estações não confirmadas são: Resende, Aparecida e Jundiaí.


Linha 2 e Linha 3 do Trem Bala

Não há nenhuma previsão de licitação para a Linha 2 (Goiânia - São Paulo, via Brasília e diversas cidades do interior de Goiás e Minas Gerais); nem da Linha 3 (Belo Horizonte - Curitiba, via Divinópolis, Varginha, Poços de Caldas, Campinas, São Paulo, Sorocaba, Itapetininga e Apiaí).

Sonho ou realidade? Após tanto disse-me-disse sobre os pequenos metrôs de Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, é difícil de acreditar. 35 bilhões de Reais dariam para construir cerca de 20 estações de metrô no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

15 Minutos de Fama

No dia 29 de Abril de 2010, o caderno Zona Sul do O Globo fez uma reportagem sobre este humilde blog, que defende a mobilidade rápida de seus cidadãos através de uma malha metroviária eficiente, como acontece em qualquer grande cidade do planeta. Leia a matéria abaixo nas imagens deste post.

Infelizmente, segundo a Secretaria Estadual de Transportes, o projeto original da Linha 4 ligando

Botafogo à Gávea
está descartado por pelo menos 30 anos (ou até as eleições de Dezembro). Desengarrafar o trecho mais congestionado da Zona Sul da cidade (Praia de Botafogo, Rua São Clemente, Rua Voluntários da Pátria, Rua Humaitá, Rua Jardim Botânico, Rua Mena Barreto e Rua Marquês de São Vicente) com reflexos positivos a outros bairros da região como Copacabana, Horto, Fonte da Saudade, Lagoa, Ipanema e Leblon não agrada ao governo, que se esquece que a obra seria de bom grado também para moradores da Tijuca (e Zona Norte), São Conrado e Barra da Tijuca (e Zona Oeste), pois as vias de acesso a estes bairros seriam desafogada.

A Linha 4 entre Botafogo e Gávea foi licitada em 1998 e mudar seu trajeto deveria ser ilegal, além de irresponsável. Nada contra a expansão e conclusão da Linha 1 circular entre Ipanema e Tijuca. Mas transformar a Linha 4 em Linha 1 é totalmente descabível.

Sérgio Cabral deveria cumprir as promessas prometidas por ele mesmo durante sua campanha eleitoral. Leia mais aqui: http://metrodorio.blogspot.com/2010/04/fomos-enganados-por-cabral.html

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Linha 4: Obras Começarão dia 26

Após cerca de três meses de análise do solo, finalmente no dia 26 de Junho as obras da Linha 4 e da Estação Jardim Oceânico vão começar. Uma pequena cerimônia está marcada para o dito sábado, com a presença do Governador Sérgio Cabral, que dará a primeira cavada no buraco. Serão cerca de 15 quilômetros de túnel até a Gávea e um pequeno viaduto na saída da Barra da Tijuca.

domingo, 23 de maio de 2010

Começaram os Trabalhos de Limpeza da Linha 3

O Secretário estadual de Transportes, Sebastião Rodrigues, assistiu no último dia 14 de Maio o início do trabalho de limpeza dos 23km de via férrea, que serão reutilizados para a Linha 3 do Metrô, ligando São Gonçalo a Niterói. Em outras palavras, começaram a tirar lixo, pedras e lama do caminho férreo. Segundo o Secretário, este trabalho levará 40 dias para ficar pronto.


Moradores Invadiram Linha 3

Os moradores que construíram em terrenos da linha férrea terão de ser removidos para um lugar apropriado, ainda indefinido. Especula-se que a Linha 3 do metrô valorizará os imóveis legais da região, pois ela trará urbanização, ciclovias e ligação rápida ao centro de Niterói e Ponte Rio-Niterói.

Este primeiro trecho da Linha 3 será composto de 14 estações: Estação Praça Araribóia, Estação Jansen de Mello, Estação Barreto, Estação Neves, Estação Vila Laje, Paraíso, Estação Parada 40, Estação Zé Garoto, Estação Mauá, Estação Antonina, Estação Trindade, Estação Alcântara, Estação Jardim Catarina e Estação Guaxindiba (foto de local próximo à futura estação).

Apesar deste "início de obras", o TCU bloqueou a verba para a conclusão da obra, devido à suspeita de irregularidades. Leia mais aqui: http://metrodorio.blogspot.com/2010/03/verba-da-linha-3-foi-bloqueada.html

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Elevador da Estação Praça General Osório Quase Pronto

elevador general osorioO elevador da Estação Praça General Osório que ligará a estação ao Morro do Cantagalo continua em obras. Sua inauguração está prevista para junho e 80% das obras estão concluídas.

domingo, 16 de maio de 2010

Favela Ocupa Obra do Metrô

favela ocupa obra do metrôUma pequena favela ocupou uma obra inacabada do Metrô em Fazenda Botafogo, noticiou O Globo em 20 de Fevereiro de 2010. A obra fica às margens da Avenida Martin Luther King.

Este é o descaso do Estado e do Metrô Rio com a população do Rio. Abandonam obras já iniciadas e nunca as concluem (o que dizer da Linha 2, Estação Uruguai, Estação Morro de São João, etc).

Porém, fiquei curioso: a Estação Pavuna e a Estação Acari /Fazenda Botafogo foram construídas. O que seria esta ponte? O Metrô vai deixar esta obra assim ou vai terminá-la?

domingo, 9 de maio de 2010

Você se Lembra do Pré-Metrô?

pré-metrô rioO Pré-Metrô era um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) usado nos anos 1980 e 1990 na Linha 2. Pior do que é hoje, os trens da Linha 2 não tinham ar-condicionado e sua manutenção era péssima.

A Linha 1, sempre teve trens semelhantes aos de hoje.

Atualmente, todos os trens estão em utilização diariamente. O Estado do Rio de Janeiro comprou dezenas de vagões e locomotivas chinesas. Estas composições começarão a chegar em 2011 e tudo será entregue até 2012.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Centro de Manutenção do Metrô

O Centro de Manutenção do Metrô fica no Centro da Cidade, na Avenida Presidente Vargas.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Se AlguÉm Cair na Via do Metrô, Morre Eletrocutado?

Será que você morre eletrocutado se cair na rede metroviária?

No Brasil, não existe nenhum sistema em que a alimentação é híbrida, com trechos de vias com terceiro trilho e outros com catenária.

O que pode acontecer é um trecho com catenária ser alterado para terceiro trilho ou vice-versa (difícil de acontecer, pois sistemas com terceiro trilho geralmente não possuem gabarito - espaço - suficiente para instalação de catenária rígida). Na Linha 2 do Metrô-Rio, fizeram isso (passaram de catenária para terceiro trilho, mas não sei se as vias foram totalmente reconstruídas em todos os lugares), na época do Pré-Metrô. Antes, a manutenção do terceiro trilho é mais cara do que a catenária, e também é mais perigoso o terceiro trilho. Por conta disso, não faz sentido mudar de catenária para terceiro trilho.

Penso que só aconteceria se você CAIR NA VIA E METER ALGUMA PARTE DO CORPO numa barra de ferro que por cima é coberta com um plástico amarelo (no caso do metrô do Rio) e ficar que "embaixo" da plataforma...

Então, para você morrer eletrocutado tem que querer...≒

Fonte(s): Skyscrapercity

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pan 2007, uma Chance Desperdiçada

O Rio vive uma expectativa de melhorias por causa das Olimpíadas de 2016. Você se lembra das promessas do Pan 2007? Este excelente artigo da Exame relembra que as obras das prometidas Linhas 4 (Alvorada - Carioca) 5 (Cocotá - Aeroporto Santos Dumont) nunca saíram do papel.

O caos na organização dos Jogos Pan-Americanos e o pouco benefício que eles devem trazer ao Rio de Janeiro evidenciam quanto se planeja mal no Brasil oficial


Por Samantha Lima 14.06.2007

Revista EXAME -Um dia após a entrega da última medalha dos Jogos Olímpicos de 1992, os moradores de Barcelona, na Espanha, acordaram diante de uma nova realidade. Encerrada a movimentação de atletas e visitantes, restou uma cidade reurbanizada e moderna. Encantados, os turistas se multiplicaram -- desde então, o número dobrou para 5 milhões de pessoas por ano, o equivalente ao que o Brasil todo recebe. O ciclo de desenvolvimento iniciado com os preparativos dos jogos não parou mais. O impulso partiu do investimento de 10 bilhões de euros na preparação da cidade para abrigar o evento -- 60% destinados a obras de infra-estrutura. Barcelona foi do 11o para o sexto lugar entre as melhores cidades da Europa para realizar negócios, desbancando Milão e Zurique. No Rio de Janeiro, quando o último atleta for embora após os Jogos Pan-Americanos, em julho, restará aos moradores uma sensação de ressaca. Nenhum dos projetos custeados pelo orçamento de mais de 3 bilhões de reais -- oito vezes a previsão inicial -- mudará em um milímetro problemas graves da cidade. As propostas de melhorias ambientais e nos transportes, alardeadas como legado do evento, ficaram pelo caminho. Ao que tudo indica, o Pan caminha para ser mais uma espetacular chance perdida de recuperação da infra-estrutura da cidade -- ao contrário, é bem possível que no futuro seja lembrado como mais um caso de falta de planejamento e estouro de contas pagas com dinheiro público sem apresentar o resultado prometido. "O Rio ganharia muito mais se gastasse na busca de soluções de seus reais problemas, não no Pan", diz o economista americano Allen Sanderson, da Universidade de Chicago e estudioso do tema.
 
Quando o Rio se candidatou a sediar o Pan, em 2002, criou-se uma expectativa de que a cidade passaria por grandes mudanças. E não foi à toa. O grupo responsável pela candidatura, formado pelo Comitê Olímpico Brasileiro e por integrantes dos governos municipal, estadual e federal, se esforçou para impressionar a Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), responsável pelos eventos. Para desbancar a americana San Antonio, a equipe apresentou inúmeros projetos de melhoria na infra-estrutura carioca. Da Barra da Tijuca, que abrigará os 5 662 atletas e 70% das competições, sairiam uma nova linha de barca até o centro, uma linha de metrô e um bonde até o aeroporto. A engarrafada via expressa que liga o bairro à zona sul seria duplicada. Cinco lagoas da região seriam despoluídas. Era de esperar que o Rio, guardadas as devidas proporções entre uma olimpíada e um pan-americano, realizasse algo na linha do que fez Barcelona. Após a olimpíada, a cidade espanhola ganhou uma nova orla, vias expressas e novas redes de telecomunicações e de esgoto. No Rio, porém, o orçamento estourou sem que nada similar saísse do papel. "Aquele era o momento de pensar em soluções para problemas como falta de segurança, transporte deficiente e poluição, em especial a da Baía de Guanabara", diz Georgios Hatzidakis, diretor da consultoria Olympia Sports, de São Paulo. "A cidade perdeu uma bela oportunidade de melhorar."

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Fomos Enganados por Cabral

O site Caos Carioca achou as promessas de campanha e os projetos do governo Sérgio Cabral, caso ele fosse eleito.

Em um sonho de projeto, Sérgio Cabral prometeu expandir as Linhas 1 e 2, concluir o primeiro trecho da Linha 3 e construir toda a Linha 4 no original (Centro - Barra da Tijuca).

Ele não prometeu a Linha 1A, nem a Estação Cidade Nova, responsáveis pela destruição do caótico Metrô do Rio de Janeiro.

Tampouco prometeu a renovação da concessão do Metrô por 20 anos.

E para falar a verdade, nem a Estação General Osório ficou pronta, já que uma das saídas continua em construção, assim como a tal Estação Cidade Nova, atrasada há alguns meses.

Para completar o desastre da administração Cabral, a Estação Uruguai está sendo anunciada para 2014. Apesar de defendermos a conclusão desta estação, ele não a prometeu.

Ou seja, democracia é assim no Brasil. Promete-se o que quiser, pois ninguém é punido por não cumprir o prometido.

Este ano temos eleições. Nossos sistema de transporte não precisa de mais quatro anos de governo Cabral.

Aliás, da onde veio esta idéia idiota da Linha 1A?

Quem quiser ler o pdf todo (que não aborda apenas o metrô, visite o Caos Carioca).


Como ficaram suas promessas?

Linha 1: Prometeu a Estação General Osório e ela foi concluída parcialmente.

Linha 2: Prometeu: Estação Praça da Cruz Vermelha, Estação Carioca, Estação Agostinho Porto, Estação Coelho da Rocha e Estação Belford Roxo. Nada foi feito.

Linha 3: Prometeu: Estação Praça Araribóia, Estação Jansen de Mello, Estação Barreto, Estação Neves, Estação Vila Laje, Paraíso, Estação Parada 40, Estação Zé Garoto, Estação Mauá, Estação Antonina, Estação Trindade, Estação Alcântara, Estação Jardim Catarina e Estação Guaxindiba. Nada saiu do papel.

Linha 4: Prometeu: Estação Alvorada, Estação Barra Shopping, Estação Parque das Rosas, Estação Shopping Downtown, Estação Barra Point, Estação Jardim Oceânico, Estação Praia do Pepino, Estação Fashion Mall, Estação PUC, Estação Praça Santos Dumont, Estação Jardim Botânico, Estação Hospital da Lagoa, Estação Maria Angélica, Estação Humaitá, Estação Largo dos Leões, Estação Botafogo, Estação Laranjeiras e Estação Carioca. Começaram as obras da Estação Jardim Oceânico. Quase nada do que ele prometeu foi feito.


Total: De 38 Estações prometidas, ele construiu 1 (0,03%) - que não está terminada; construiu a não prometida Linha 1A e destruiu o Metrô do Rio de Janeiro!

sábado, 10 de abril de 2010

Metroviários Defendem a Linha 2 Original do Metrô do Rio de Janeiro

projeto linha 2 metrô rioO Sindicato dos Metroviários do Rio de Janeiro defende a conclusão da Linha 2. Segundo orçamento levantado por eles, tendo como base a expansão do metrô para a Estação General Osório e as obras do Metrô de São Paulo, a expansão da Linha 2 custaria aproximadamente R$ 576 milhões. Este valor foi calculado em 2006. A Linha 2 seguiria da Estação Estácio para a Estação Carioca através da Estação Frei Caneca e da Estação Praça da Cruz Vermelha. O retorno do investimento viria em até dois anos.

Levar o Metrô da Estação Cantagalo até a Estação General Osório custou R$ 480 milhões, quase a conclusão da Linha 2.


A conclusão da Linha 2 é importante para

  • Conforto dos usuários.
  • Revitalização do Centro.
  • Facilitar acesso à rede hospitalar da Praça da Cruz Vermelha.
  • Desafogar a Linha 1.
  • Redução em cerca de 8 mil viagens ônibus/dia.
  • Redução da poluição.

Lembro, que parte da obra já foi feita. Além da Estação Carioca estar pronta, parte das escavações a partir da Estação Estácio foram feitas.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Linha 3: Mesmo com Suspeitas de Irregularidades, Convênio É Renovado

Por Duilo Victor

O Ministério das Cidades renovou, por mais um ano, um convênio de R$ 62,5 milhões para a construção da Linha 3 do Metrô — que pretende ligar a Praça Araribóia a Guaxindiba, em São Gonçalo — apesar de o mesmo acordo estar sob suspeita de graves irregularidades, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).

Mês passado, a Comissão Mista do Orçamento no Congresso Nacional colocou o convênio — firmado com a Secretaria Estadual de Trânsito — na lista negra de obras que não deveriam ter o dinheiro liberado pelo governo federal até que as irregularidades sejam sanadas. A lista é a mesma em que está a obra do Complexo Petroquímico de Itaboraí, também sob suspeita no TCU, mas cujo bloqueio de verbas foi atropelado por um veto do presidente Lula na Lei de Orçamento deste ano.

Em relação ao convênio da Linha 3, que prevê R$ 50 milhões da União mais contrapartida de R$ 12,5 milhões do governo do estado, três suspeitas de destacam: indícios de sobrepreço equivalente a R$ 57,6 milhões ou 30,6% do total do valor licitado; o fato de o estado não ter garantido no orçamento o dinheiro da contrapartida; e a alegação de que o Ministério das Cidades assinou o convênio sem qualquer manifestação formal prévia sobre o projeto.

Projeto já tem 10 anos sem ter saído do papel Como o acordo que está sob suspeita no TCU valia até 30 de dezembro, o novo convênio renova o prazo até o fim deste ano.

A promessa para a construção da Linha 3, que hoje está orçada em R$ 715 milhões, já dura dez anos e sequer os primeiros tapumes foram instalados.

— A renovação do convênio com o Ministério das Cidades mostra a confiança do governo federal no projeto. A população quer e precisa ver a obra em andamento e estou seguro de que os problemas encontrados pelo TCU serão esclarecidos — crê o subsecretário estadual de Transportes Sebastião Rodrigues, que atribui a demora na liberação do TCU ao recesso de fim de ano no tribunal.

Sobre os indícios de superfaturamento, o subsecretário já respondeu que o erro foi dos técnicos do TCU, que compararam os preços com uma tabela usada para construção imobiliária, que teria custo menor.

Apesar dos problemas no TCU, a liberação do dinheiro é dada como certa este ano. Tanto que outro convênio com o Ministério das Cidades, de cerca de R$ 300 milhões, já esteve em negociação no ano passado, mas ainda não foi assinado. Antes, esclarece o ministério, os questionamentos do tribunal terão de ser esclarecidos.

O deputado federal Otavio Leite (PSDB-RJ), representante da bancada fluminense na Comissão Mista do Orçamento de 2010, culpa a “inércia” do governo estadual pelo atraso no início das obras: — Este convênio prorrogando o prazo foi para dar retaguarda ao governo, uma vez que o problema com o TCU seja superado. A obra da Linha 3 foi colocada como prioridade do governo, mas, até agora, não foi levada adiante, inclusive tendo entrado na esfera penal. É inaceitável, pois revela inércia e incompetência.

Fonte: Otávio Leite.

terça-feira, 30 de março de 2010

Integração com Trens

trens supervia Em qualquer grande cidade, os trens para o subúrbio complementam a malha metroviária. No Rio, cuja malha metroviária é ínfima, a malha ferroviária não poderia ser melhor.


Trens Decadentes da Supervia

São trens sujos, caindo aos pedaços, que não conseguem frear na plataforma das estações e dão marcha a ré, cheio de ambulantes, sem segurança, com baratas, pulgas e traças.

A malha ferroviária não sai do Grande Rio e não vai a cidades próximas, como Niterói, Petrópolis e Teresópolis.

As estações de Central, Del Castilho Maracanã, São Cristóvão, Tomás Coelho e Triagem fazem interseção com o metrô.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro tem muito o que aprender ainda com os trens RER (de Paris), o de Cercanías (Madrid), e tantos outros.

domingo, 28 de março de 2010

Verba da Linha 3 Foi Bloqueada

23/12/09, Brasília, DF - A Comissão Mista de Orçamento aprovou (segunda-feira, 21) o bloqueio de repasses federais para 24 obras em andamento no país. Entre elas está a linha 3 do metrô do Rio de Janeiro, RJ, no trecho Niterói/São Gonçalo. Sob responsabilidade do Ministério das Cidades, o repasse foi bloqueado pela Comissão por “sobrepreço; alterações indevidas de projetos e especificações; e falta de cobertura orçamentária por parte do governo fluminense”.

Igualmente sob responsabilidade do Ministério das Cidades, também consta da relação, sob alegação de “superfaturamento”, o contrato para a conclusão das obras do Complexo Viário Baquirivu, em Guarulhos, SP.

A relação traz ainda dois contratos sob responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente, como as obras para prevenção de enchentes em Teresina, Piauí, apontadas “por sobrepreço e restrição à concorrência”

Petrobrás lidera - Dos 24 contratos considerados irregulares pelo TCU, quatro pertencem à Petrobras: a construção da refinaria Abreu e Lima (PE); a ampliação da refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar-PR); a construção do terminal de escoamento de Barra do Riacho (ES); e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). As duas refinarias fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre os problemas apontados pelos técnicos do TCU para as obras da Petrobras estão: “sobrepreço, ausência das planilhas de custos, projetos básicos deficientes e cronogramas de desembolso incompatíveis com o ritmo da obra”.

As obras objeto do bloqueio de repasses federais compõem o chamado Anexo 6 da Proposta Orçamentária, onde estão relacionados os contratos que apresentam “indícios de irregularidades graves”, segundo fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU).

Os recursos só voltarão a ser liberados após a solução dos problemas apontados nos contratos pelo Tribunal. Uma obra pode ter mais de um contrato, sendo que o bloqueio do repasse de verbas federais limita-se ao contrato considerado irregular.

Fonte: Agência Câmara de Notícias/Relatório do Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de irregularidades graves.

Fonte: Veja SP.

terça-feira, 23 de março de 2010

Detalhes da Linha 4 em Construção

Após 20 anos de promessas e 12 anos depois da licitação, começou a parte prática da construção da Linha 4 (Alvorada - Carioca).


Primeira Parte do Projeto Pronta até 2016

A primeira parte do trajeto parece estar resolvida e será construída entre 2010 e 2016. Serão três estações, ligando a Estação Jardim Oceânico (Barra da Tijuca) até a Estação Gávea, passando pela Estação São Conrado. O projeto original previa duas estações em São Conrado, uma no Pepê e uma na Rocinha. Parece que agora a estação ficará entre ambos os extremos do bairro.

A linha cortará a Pedra da Gávea, passando pelo maciço da Tijuca. A Concessionária Rio-Barra, que detém o contrato de construção da Linha 4, já tem licença da prefeitura e do Instituto Estadual do Ambiente para o início das obras, o que inclui a autorização para instalar 168 pontos de sondagem para avaliar o solo que será escavado.


Estação Jardim Oceânico Será a Primeira Estação

A primeira estação, Jardim Oceânico, ficará localizada no canteiro central da Avenida Armando Lombardi, em frente ao Shopping Barra Point. Da estação inicial, a nova linha seguirá subterrânea até atravessar a pista da Avenida Armando Lombardi, na altura da Igreja São Francisco de Paula, onde subirá em elevado até encontrar o Maciço da Tijuca. Para isso, será construída uma ponte metroviária, de 350 metros, sobre o Canal da Joatinga, a 15 m do nível do canal. O canteiro de obras que foi instalado num antigo terreno da Comlurb, vai servir de base de apoio a toda essa primeira etapa da construção. No local, foi instalado um estande onde os moradores poderão obter informações e esclarecer dúvidas.

Neste primeiro momento, os engenheiros querem identificar as características do solo onde serão escavados os túneis no trecho entre o Jardim Oceânico e a Gávea. A estação em São Conrado deve ficar localizada na altura da Rua General Olímpio Mourão Filho, onde fica um supermercado e um posto de gasolina.

A Secretaria Estadual de Transportes espera finalizar esta etapa de sondagem nos próximos três meses, para, logo a seguir, dar início às obras físicas e às escavações. Para esta primeira etapa, o governo do estado tem garantido R$ 100 milhões de recursos próprios.


Parque Nacional da Tijuca pede contrapartidas

O diretor do Parque Nacional da Tijuca, Bernardo Issa, adiantou que enviou à Secretaria de Transportes o relatório de aprovação do trecho Barra-Gávea. “Pedimos algumas contrapartidas, como a construção de muro na comunidade do Morro do Banco — que tem avançado na área protegida do parque —, medidas para conservação de espécies ameaçadas e melhorias nas áreas de controle de acesso da Pedra Bonita e da Pedra da Gávea, como construção de muro e guarita e pavimento das ruas”, detalhou Issa, que antecipa que vai haver uma estação na Praça Santos Dumont, na Gávea.


Trecho Ipanema-Gávea Não Está Aprovado

O trecho de Ipanema até a Gávea ainda não está aprovado. O atual Governador quer juntar a Linha 1 com a 4 e estender a única linha existente do metrô até agora até não poder mais. O projeto original do metrô prevê que as Linhas 1 e 4 se encontrem na Gávea. A Linha 1 segue para o Leblon e Ipanema num extremo e para a futura Estação Uruguai no outro. A Linha 4 vai para São Conrado de um lado; e para o Jardim Botânico no outro (veja imagem).

Fonte: O Dia

domingo, 21 de março de 2010

Linha 4 em Construção

canteiro de obras da linha 4No dia 20 de março de 2010, foi instalado o canteiro de obras da futura Estação Jardim Oceânico. Há pelo menos 20 anos, os moradores da Barra da Tijuca aguardavam por isso. Nesse primeiro momento serão feitas as sondagens e análise do solo e em cerca de 90 dias as escavações vão começar.


Onde Está o Canteiro de Obras?

O canteiro de obras foi instalado na Avenida Armando Lombardi, em frente ao Shopping Barra Point. A estação será subterrânea e terá duas saídas, uma para cada lado da avenida. A localização dela mudou em relação ao que havia sido antes divulgado (o terreno onde ficava o Motel Maxims).


projeto metrô jardim oceânico

Projeto Original da Linha 4 Modificado

Do projeto original da Linha 4 (Carioca - Alvorada) apenas três estações serão construídas até 2016: Estação Jardim Oceânico, Estação São Conrado e Estação Gávea.

Para 2016 também está prevista a extensão da Linha 1 da Estação General Osório até a Estação Gávea, passando pela Estação Praça Nossa Senhora da Paz, Estação Jardim de Alah e Estação Leblon.

Fonte das imagens: http://www.g1.com.br
futura estação jardim oceânico









sábado, 20 de março de 2010

O Metrô do Rio É uma Vergonha

metrô rio superlotadoO Metrô do Rio já foi orgulho do Carioca. Falava-se que o metrô era pequenininho (ia de "lugar nenhum" para "nenhum lugar") mas por onde ele passava trazia conforto e segurança. Como em qualquer cidade do mundo, era mais rápido andar de metrô do que por cima de terra (seja por carro, ônibus, bicicleta ou a pé).

Mas o atual governo estadual conseguiu destruir isso. Acabou com nosso metrô, com nosso orgulho e a óbvia consequência é que tanto faz se você está acima ou abaixo da terra, você vai demorar a chegar, se chegar, para onde quer que seja. Serviços básicos, como ar-condicionado, deixaram ser oferecidos.


Metrô Superlotado

Pior que a denúncia dos usuários são as desculpas esfarrapadas que não condizem com a verdade por parte da concessionária. A curto prazo, não há solução, pois a empresa administradora sequer admite o que todo mundo vê e sente quando anda de metrô no Rio.

A questão de segurança também está afetada. Ainda não tivemos morte na malha metroviária, mas desmaios não são raros. O sistema está superlotado.

A concessionária e o governo colocaram diversas linhas de ônibus que buscam pessoas em quase todos os bairros da cidade e as coloca na malha metroviária. Tudo isso em vez de construírem novas linhas e estações sob terra. A superlotação piora em dias chuvosos e piorou definitivamente com a inauguração da Linha 1A, que coloca passageiros das Linhas 1 e 2 numa mesma linha, causando pânico e confusão, regados a calor (o ar-condicionado deixou de funcionar há meses) e a já falada superlotação.

fungos metrô rio

Metrô Sujo

Pode ser pior? No Rio pode! A sujeira impera no metrô. Com a malha superlotada, não há como fazer uma boa gestão de limpeza dos trilhos, dos vagões, das plataformas, das estações, no sistema de ar-condicionado, etc. Um dos exemplos grotescos são os fungos (verdadeiros cogumelos) nascendo na tubulação de ar-condicionado. Mal-cheiro na estação terminal da Tijuca foi relatado.


Acidentes e Incidentes no Metrô do Rio

Falando de segurança e manutenção, já aconteceram três casos graves: um vagão se desprendeu do restante do trem na Linha 2; um trem descarrilhou no centro de manutenção do metrô, impedindo que trens circulassem pela malha; e no dia 18 de Março um trem da Linha 1A foi por engano para a Linha 1, em vez de seguir pela Linha 2.

chuva no metrô RioFinalmente, no dia 01 de março, foi a vez de chuva entrar no metrô através de um rombo no teto. Deve ter sido inédito no mundo. Mas para a concessionária tudo é normal e não há deficiências na manutenção do metrô.

E sempre que há um problema de maior gravidade na malha metroviária, a solução é simples: fechar as estações (veja a segunda foto).

Você ainda se aventura no metrô do Rio de Janeiro?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Finalmente Tem Metrô Trabalhando na Barra da Tijuca

Amanhã, engenheiros do metrô do Rio de Janeiro vão perfurar o solo da Barra da Tijuca no local onde ficará a Estação Jardim Oceânico. Será um estudo minucioso do solo para que os especialistas tracem um projeto adequado para o local.

Chegando na Estação Jardim Oceânico, vindo da Estação General Osório, o metrô ganhará 13,5 quilômetros de extensão, 6 estações e 34 minutos de viagem.

O canteiro de obras ficará na Avenida Armando Lombardi, em frente ao Shopping Barra Point.